O pequeno bombeiro


Publicado em 09/07/2019 Atualizado em 09/07/2019 11:53

A mãe parou ao lado do leito de seu filhinho de 6 anos que estava muito doente. Como qualquer outra mãe, ela gostaria que ele crescesse e realizasse seus sonhos.
Mas isso não seria mais possível por causa da doença terminal. Junto dele, tomou-lhe a mão e perguntou: 
- Filho, você já pensou o que quer ser quando crescer? 
- Mamãe, eu quero ser um bombeiro!
Ao ouvir a resposta, a mãe pensou em antecipar esta alegria para o seu menino. Naquele mesmo dia foi ao Corpo de Bombeiros. Contou ao comandante a situação do filho e perguntou se seria possível o garoto dar uma volta no carro dos bombeiros, em torno do quarteirão mesmo. 
O comandante, muito comovido, disse: 
- Nós podemos fazer mais que isso! Se o menino puder sair do hospital nós o faremos um bombeiro honorário por um dia. Ele poderá vir para o quartel, comer conosco e sair para atender às chamadas de emergência. E, se você nos der as medidas dele, nós conseguiremos um uniforme completo: chapéu com o emblema de nosso batalhão, casaco igual ao que vestimos e botas também. 
Uma semana depois, o bombeiro-chefe pegou o garoto, vestiu-lhe o uniforme e o escoltou do leito do hospital até o caminhão. O menino ficou sentado na parte de trás e foi até o quartel central. Parecia-lhe estar no Céu... 
Ocorreram três chamadas naquele dia e o garoto acompanhou todas as três. Em cada chamada, ele foi em veículos diferentes: no auto-tanque, na van dos paramédicos e até no carro especial do comandante. 
Todo o amor e atenção que foram dispensados ao menino acabaram comovendo-o tão profundamente que ele viveu três meses a mais do que o previsto pelos médicos. 
Uma noite, todas as suas funções vitais começaram a cair e a mãe decidiu chamar ao hospital toda a família para a despedida. Então, ela lembrou a emoção que o garoto tinha passado como um bombeiro e pediu à enfermeira que ligasse para o comandante e perguntasse se seria possível enviar um bombeiro para o hospital para acompanhar o menino naqueles momentos finais. 
O chefe dos bombeiros respondeu: 
- Nós podemos fazer mais do que isso! Nós estaremos aí em cinco minutos. Mas faça-me um favor: quando você ouvir as sirenes e vir as luzes de  nossos carros, avise no sistema de som que não se trata de um incêndio, mas apenas o Corpo de Bombeiros 
indo visitar um de seus mais distintos integrantes. E também, por favor, abra a janela do quarto dele! 
Cinco minutos depois, as viaturas chegaram ao hospital. Estenderam a escada até o andar onde garoto estava e os bombeiros subiram.  Com a permissão da mãe, eles abraçaram o menino, o seguraram forte e disseram que o amavam.
Com a voz fraquinha, o menino olhou para o comandante e perguntou: 
- Chefe, eu sou mesmo um bombeiro? 
- Sim, você é um dos melhores! 
Com estas palavras, o menino sorriu e fechou seus olhinhos para sempre.

Qualquer que seja a nossa atividade profissional, devemos ter em mente a importância de fazermos algo a mais. Será que, diante do pedido de nossos pais, irmãos, filhos, parentes e amigos, temos respondido “eu posso fazer mais que isso”?.

“Pior do que você querer fazer e não poder é você poder fazer e não querer.” Que Deus nos dê coragem e ousadia para fazer mais do que podemos!

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